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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Um livro de setenta anos!

Eu gosto de começar a semana falando da natureza, mas não hoje não posso. Esse livro é tão significativo para mim, que vai ganhar o post da segunda. Hoje pela manhã já caminhei, já atrasei tudo o que precisava fazer, só para admirar uma garcinha do pé quebrado.  Já fiquei olhando o céu azul. Há tempos, as crianças dessa casa já foram para suas casinhas. O tempo agora é outro. Não tenho netos, então vou admirando minhas bonecas, livros e tudo o que gosto. 

Esse livro, Contos de Grimm tem setenta anos. Ganhei de uma das amiguinhas de infância a Aracy ou a Mari. Em casa eu não tinha livros de contos de fadas, nem de carochinha , como costumavam dizer. Uma delas trouxe esse livro que aparecera na casa delas. Das poucas coisas que levei quando casei, foi esse livro ( que era meu) . Eu lembro que na época ( já se vão muitos anos, rs) eu queria um livro de figuras coloridas. Esse só tinha a capa.

Dentro dele, só havia imagens assim. Sem o colorido, e as histórias eram muito tensas  para meu entendimento. A principio não entendia  quanta maldade por parte dos pais. abandonavam  os filhinhos na floresta. As madrastas eram más. Por isso eu adorei quando surgiu desenhos do Walt Disney  e embelezou as histórias. Por muito tempo entendi que as verdadeiras historias de contos de fadas eram assim. Não. Não. Os verdadeiros contos de Grimm  tem um significado todo especial.
Araci e Marileuza, seguiram suas vidas  mas eu perdi o contato.
Encontrei-as pelo Facebook .
 Eu acho que foi Araci quem me deu. Lembro que em  nossas conversas, ela dizia que nunca tinha ganho um livro com dedicatória. Nem eu! Os livros eram tão bem guardados que sequer lembro que eles existissem.
Mari ia ao cinema e depois me contava divertidamente os filmes com Jerry Lewis
Tempo bom! Eu assistia filmes assim , através dela e com todo encantamento da infância. 

tradução de Monteiro Lobato.
Realmente , o livro tem setenta anos.

A primeira figura era minha preferida. O livro está tão velhinho, que resolvi protegê-lo melhor. Reaproveitei uma bolsinha de hotel, e rabisquei a imagem preferida.
É impressionante, quantas recordações um livro traz nessas páginas amarelecidas pelo tempo. Tempo que carrego comigo e com minha tradução.
será que elas lembram desse livro? Terei que voltar ao Facebook e perguntar a elas!

Tenho outra historinha sobre livrinhos  aqui e aqui 
tem que ler os dois pra entender o livro da infância.
Estou pegando o gosto pela leitura novamente!
Que coisa boa!


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dica de livro

Eu já me expressei aqui sobre minha preguiça de ler. Coisa feia, né, mas é verdade. Eu que na juventude fui "rato de biblioteca" , que as vezes cabulava aula para ir à biblioteca ler livros (pois na escola não tinha) confesso ter essa apatia à leitura. Lia qualquer papel , pedacinhos de jornal ou outdoor nas ruas. 

 Não sei qual explicação, talvez seja a vista cansada ou o fascínio que a tela do computador me oferece. Não sei. Dia desses, ganhei presente de marido. Fazia parte do Dia das Mães. Ele gosta de presentear, e quem não gosta de receber? Vou discutir isso? Não. Que venham os miminhos. 

Ganhei esse livro: Eu sou Malala. O livro fala da história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã. Nascida no Paquistão,  Malala foi baleada quando voltava da escola. Sobreviveu e agora mora no Reino Unido com toda a sua família. Segundo o livro, a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para os salões das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos ela se tornou um simbolo global de protesto pacífico e a mais jovem candidata da história ao prêmio Nobel da Paz. É um livro escrito por Malala Yousafzai com Christina Lamb. 

Ainda estou no início da leitura que é simples , acho que vou  até o final. O livro me fez lembrar de meu  pai que não queria que eu fosse a escola. Diferente do pai de Mala que era dono de escola e incentivador de que meninas estudem. 

Terminado os meus  quatro primeiros anos escolares, que na época era o ensino primário, parei ali. . Fiquei sem estudar por dois anos. Meu pai dizia que menina não precisava estudar. Eram os anos sessenta. Eu via todos indo para escolas em outros bairros, e eu em casa. Se não fosse por minha mãe, corajosa e desafiante, eu não estudaria. Ao começar novamente, quase não sabia fazer as quatro operações! 


Eu sou muito sútil ao escrever  as recordações ou comentar alguma notícia polêmica. Mas, dentro de mim, tenho meus pensamentos e conclusões. Ler esse livro, me faz recordar ,muitas coisas, ainda mais como temos notícias no mundo sobre sequestro de meninas na Nigéria. Direito a educação ou troca pela libertação  de presos aqui

 Eu, na minha tenra infância, só queria estudar, ler todos os livros que me caíssem nas mãos. Acreditem, primeiramente eu queria ser bailarina (mas não tinha acesso), depois escritora ( mas não podia estudar) ser pintora ( mas papel era para escrever, e não desenhar) . Hoje pela manhã, marido me viu lendo o livro e disse sorrindo: não vai ficar revoltada!  Rsrsrs Mas me deu o livro. Vamos o ver o que me ele me aguarda! 



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