Eu já me expressei aqui sobre minha preguiça de ler. Coisa feia, né, mas é verdade. Eu que na juventude fui "rato de biblioteca" , que as vezes cabulava aula para ir à biblioteca ler livros (pois na escola não tinha) confesso ter essa apatia à leitura. Lia qualquer papel , pedacinhos de jornal ou outdoor nas ruas.
Não sei qual explicação, talvez seja a vista cansada ou o fascínio que a tela do computador me oferece. Não sei. Dia desses, ganhei presente de marido. Fazia parte do Dia das Mães. Ele gosta de presentear, e quem não gosta de receber? Vou discutir isso? Não. Que venham os miminhos.
Ganhei esse livro: Eu sou Malala. O livro fala da história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã. Nascida no Paquistão, Malala foi baleada quando voltava da escola. Sobreviveu e agora mora no Reino Unido com toda a sua família. Segundo o livro, a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para os salões das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos ela se tornou um simbolo global de protesto pacífico e a mais jovem candidata da história ao prêmio Nobel da Paz. É um livro escrito por Malala Yousafzai com Christina Lamb.
Ainda estou no início da leitura que é simples , acho que vou até o final. O livro me fez lembrar de meu pai que não queria que eu fosse a escola. Diferente do pai de Mala que era dono de escola e incentivador de que meninas estudem.
Terminado os meus quatro primeiros anos escolares, que na época era o ensino primário, parei ali. . Fiquei sem estudar por dois anos. Meu pai dizia que menina não precisava estudar. Eram os anos sessenta. Eu via todos indo para escolas em outros bairros, e eu em casa. Se não fosse por minha mãe, corajosa e desafiante, eu não estudaria. Ao começar novamente, quase não sabia fazer as quatro operações!
Eu sou muito sútil ao escrever as recordações ou comentar alguma notícia polêmica. Mas, dentro de mim, tenho meus pensamentos e conclusões. Ler esse livro, me faz recordar ,muitas coisas, ainda mais como temos notícias no mundo sobre sequestro de meninas na Nigéria. Direito a educação ou troca pela libertação de presos? aqui
Eu, na minha tenra infância, só queria estudar, ler todos os livros que me caíssem nas mãos. Acreditem, primeiramente eu queria ser bailarina (mas não tinha acesso), depois escritora ( mas não podia estudar) ser pintora ( mas papel era para escrever, e não desenhar) . Hoje pela manhã, marido me viu lendo o livro e disse sorrindo: não vai ficar revoltada! Rsrsrs Mas me deu o livro. Vamos o ver o que me ele me aguarda!
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